Toxoplasmose: menos de 1% vem dos gatos

Doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, a qual pode afetar tanto o homem como os animais de companhia, de produção e silvestres, a toxoplasmose é popularmente conhecida como “doença do gato” – e mesmo sendo pouco frequente nos bichanos (menos de 1% dos gatos são acometidos) a informação equivocada e já disseminada na sociedade, certamente é um dos grandes motivos que acarretam em abandono, maus tratos e principalmente, o preconceito em relação aos felinos.

O nome foi dado porque o felino, (doméstico ou não), é o hospedeiro definitivo (que libera o parasita no ambiente), porém, adquirir toxoplasmose de gatos é muito raro. Em primeiro lugar, os gatos precisam estar realmente doentes e, principalmente, na fase de eliminação dos oocistos (“ovinhos” do toxoplasma).

Geralmente, o gato que contraiu toxoplasmose, irá eliminar os ovinhos uma única vez e por apenas 15 dias ao longo da vida. Aliado a isso, uma série de fatores combinados precisam ocorrer para a transmissão da doença por meio dos bichanos.

CONTAMINAÇÃO

Vale ressaltar que o gato não é a principal fonte de transmissão da doença, porém no caso específico do felino, faremos o passo a passo: Para se contaminar com o toxoplasma, a pessoa precisa ingerir a forma infectante – ou seja, os ovinhos germinados presentes nas fezes do gato contaminado, após 48 horas que ele tenha defecado, caso contrário, os “ovinhos não germinam” e o ciclo não se completa

Recapitulando: o animal precisa ter a doença, estar no período de eliminação dos ovinhos. A caixinha de areia precisa estar suja por no mínimo 24horas. Somado a isso, a pessoa precisa manusear as fezes do animal e depois levar a mão suja à boca, ingerindo assim os ovinhos presentes nas fezes – o que não é um processo tão simples de ocorrer, ainda mais em pessoas que tem o mínimo de higiene.

Portanto, o simples contato com o animal, com seu pelo, com lambida, mordida, arranhões, ou até mesmo com suas fezes “frescas” são insuficientes para levar a uma infecção por toxoplasmose. Vale lembrar que os gatos são animais extremamente limpos, que têm o habito de enterrar seus dejetos e se limpar várias vezes ao dia.

PRINCIPAIS FORMAS DE CONTAMINAÇÃO

Aquele seu churrasco com carne mal passada, por exemplo, pode ser o verdadeiro transmissor da toxoplasmose, visto que a via mais frequente da transmissão da doença se dá pela ingestão de carnes cruas ou mal cozidas, ou ainda pela ingestão de legumes, verduras e frutas mal lavadas, recém-colhidas em locais abertos.

A infecção pela carne pode ocorrer ainda pela manipulação da carne crua, ou contato com superfícies contaminadas de preparação de alimentos, facas e outros utensílios, além da ingestão de leite cru: aquele que não é industrializado e nem fervido; queijo feito com leite cru que esteja contaminado e transmissão transplacentária: da mãe portadora do protozoário para o bebê.

POMBOS E OUTROS ANIMAIS

Os pombos também já levaram a culpa de transmitir a doença assim como outros animais (rato, coelho, tartaruga, iguana, porquinho da índia etc.). De fato, os animais podem transmitir a doença, porém, assim como o gato, é necessário que os bichinhos estejam realmente infectados. Seria necessário também que você comesse a carne crua ou mal passada desses animais. Portanto, se você não come pombos crus ou mal passados, fique tranqüila, eles não representam nenhum risco de lhe transmitir a doença.

MULHERES GRÁVIDAS

Muitas pessoas acreditam que mulheres grávidas não podem ter contato com gatos, como se o contágio fosse simplesmente através do toque no animal.  Ao contrário – grávidas podem sim, conviver com seus animais de estimação desde que tomem alguns cuidados, principalmente com relação à higiene.

A mulher que tem gato e está ou pretende ficar grávida, pode, por precaução, pedir para que outra pessoa limpe a caixa de areia do seu gato, se não for possível ela deve fazer com o uso de luvas de látex descartáveis e de preferência 2 vezes por dia.

(com informações dos sites Bio Idéias, Época e Guia do Bebê)

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